sábado, 20 de dezembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Menina Borboleta

Música: Borboleta
Autora: Marisa Monte
Borboleta pequenina que vem para nos saudar
Venha ver cantar o hino que hoje é noite de natal
Eu sou uma borboleta pequenina e feiticeira
ando no meio das flores procurando quem me queira
Borboleta pequenina saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal
Borboleta pequenina venha para o meu cordão
Venha ver cantar o hino que hoje é noite de natal
Eu sou uma borboleta pequenina e feiticeira
ando no meio das flores procurando quem me queira
Borboleta pequenina sai fora do rosal
venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal
domingo, 2 de novembro de 2008
Princípio do harmonia

"A humanidade assemelha-se a uma ave com suas duas asas - uma é o homem, a outra a mulher. A ave, a menos que ambas as asas sejam fortes e impelidas por uma força comum, não pode voar rumo ao céu. De acordo com o espírito desta época, as mulheres devem progredir e cumprir sua missão em todos os setores da vida, tornando-se de igual para igual ao homem. Devem estar no mesmo nível que os homens e usufruir de direitos iguais. Esta é minha mais ardente prece, e é um dos princípios fundamentais de Bahá'u'lláh."
sábado, 25 de outubro de 2008
Ponto de vista

Pensando bem...
Aquele que disse: "Penso, logo existo" não levou em conta um fator determinante: o que faz do homem um ser pensante é a necessidade de agir.
O certo talvez seja: "Penso, AJO, logo existo!"
...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Ah, look at all the lonely people!

Ah, olhe todas as pessoas solitárias!
Essas pessoas amarelas como Jecas, que andam olhando pra baixo, que não conseguem encarar outros olhos, que não percebem o ônibus que estão pegando...
De onde vieram essas pessoas que rasgam as gargantas em indignações vazias, desprovidas de ações contrutivas, de fundamentos consistentes...?
De onde vieram aqueles que andam com seus rostos encobertos pela fumaça das cidades, que não sorriem, que não choram, que não conversam, que não opinam...?
Eu não sei de onde eles vêm... Mas por garantia prefiro buscar a direção oposta de para onde vão.
Essas pessoas amarelas como Jecas, que andam olhando pra baixo, que não conseguem encarar outros olhos, que não percebem o ônibus que estão pegando...
De onde vieram essas pessoas que rasgam as gargantas em indignações vazias, desprovidas de ações contrutivas, de fundamentos consistentes...?
De onde vieram aqueles que andam com seus rostos encobertos pela fumaça das cidades, que não sorriem, que não choram, que não conversam, que não opinam...?
Eu não sei de onde eles vêm... Mas por garantia prefiro buscar a direção oposta de para onde vão.
sábado, 13 de setembro de 2008
No mistério do Jardim
No mistério do jardim morava uma Flor Desvairada. E um Cravo Insistente. E o
cravo amava a flor. E a flor amava o cravo... Mas não sabia, não queria e não podia amar. Porquê não podia? Porquê achava que não queria, oras.
Mas de tanto o Cravo insistente bater á porta do seu vasinho, ela acabou o deixando entrar. E ele todas as manhãs, chegava junto com primeiros raios de Sol que apareciam no jardim. E assim ele foi entrando... Foi ficando... E quando a Flor Desvairada menos percebeu, ele já estava plantado em seu vaso. E assim começa a nossa história.
Era uma vez...
cravo amava a flor. E a flor amava o cravo... Mas não sabia, não queria e não podia amar. Porquê não podia? Porquê achava que não queria, oras.Mas de tanto o Cravo insistente bater á porta do seu vasinho, ela acabou o deixando entrar. E ele todas as manhãs, chegava junto com primeiros raios de Sol que apareciam no jardim. E assim ele foi entrando... Foi ficando... E quando a Flor Desvairada menos percebeu, ele já estava plantado em seu vaso. E assim começa a nossa história.
Era uma vez...
Alässe
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Carta ao país "independente".
Hoje, ao chegar no ponto de ônibus, me deparei com uma criança dormindo na porta de uma casa, enrolada em sua própria camiseta, e completamente alheia aos transeuntes. Logo depois, outra criança, sem camiseta, com os pés e as mãos sujas e um olhar um tant
o selvagem, parou no ponto em que eu me encontrava e permaneceu ali durante um tempo assustando as pessoas que esperavam seus ônibus...
o selvagem, parou no ponto em que eu me encontrava e permaneceu ali durante um tempo assustando as pessoas que esperavam seus ônibus...E hoje é Dia da Independência.
Há 127 anos, ás margens do Rio Tietê, Dom Pedro Segundo deixou o que estava fazendo pelo meio, ergueu as calças ás pressas, pegou sua espada e gritou pra quem estivesse ali ouvir: "Independência ou morte!". Depois disso, foi só pagar a Portugal uma certa furtuna e pronto, ficamos livres. Mas livres de quem, e por quanto tempo?
Depois de 7 de Setembro de 1821, ao invés de liberdade, fizemos aumentar ainda mais a nossa dependência para com outros países. Ao invés de dedicarmos nossas forças na reconstrução da nossa nação, marcada a ferro pela escravidão, pela injustiça e pelo descaso, conseguimos aumentar as desigualdades sociais, concentramos o nosso capital nas mãos de grandes burgueses poderosos, firmamos ainda mais o sistema de corrupção política na eterna política do "café-com-leite", e nos esquecemos que a evolução de uma nação depende da qualidade de vida de todas as pessoas que nela vivem.
E voilá, 127 anos depois temos este país que nos enche de orgulho a cada vez que encontramos a nossa bandeira nos noticiários internacionais, divulgando os nossos escândalos de corrupção para que todo o mundo veja os monstros que criamos. Nos orgulhamos quando percebemos que temos tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, que nem percebemos quando 6 bilhões são desviados para contas quentíssimas na Suíça. Nos orgulhamos quando percebemos o quão capazes são os nossos políticos, que conseguem erguer obras públicas ao mesmo tempo em que desviam dinheiro delas, ainda assim sem perder o apoio do povo que clama cegamente pela sua reeleição.
Realmente, somos muito independentes... Independentes da democracia, da honestidade, do caráter e da participação pública. Somos parcialmente independentes do nosso próprio capital, já que tantas empresas estatais passam em um piscar de olhos pras mãos do capital privado.
E assim vamos alimentando esse esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de monopólio partidário, de prioridade às empresas de grande porte. E assim vai seguindo o nosso país independente. E assim vamos nos acostumando a encontrar crianças de rua nos pontos de ônibus, vamos nos acostumando com as favelas que crescem e sufocam os bairros, nos acostumamos com a má estrutura das nossas cidades, com as nossa florestas sendo compradas pelos estrangeiros, com os carros milionários que passeiam nas ruas ao lado de carrinhos de lixo.
E assim nos acostumamos a todo dia 7 de Setembro sair nas ruas e balançar a bandeirinha do Brasil... Sem nos lembrar da vergonha que sentimos nos outros 364 dias.
A independência do Brasil está sendo feita a cada dia por cada um de nós, quando nos cansamos da nossa política suja e nos dispomos a batalhar pela reforma do nosso sistema, que há décadas permanece desfalecido.
A independência do Brasil depende da nossa mobilização, depende de nós, porque nós cidadãos devemos assumir a nossa responsabilidade para com a nossa nação.Por isso, convidamos você para lutar pela moralização da política ao nosso lado.
Você está disposto a proclamar a nossa verdadeira Independência?
Alässe
Ao Movimento Voz no Congresso.
(http://www.voznocongresso.blogspot.br/)
Há 127 anos, ás margens do Rio Tietê, Dom Pedro Segundo deixou o que estava fazendo pelo meio, ergueu as calças ás pressas, pegou sua espada e gritou pra quem estivesse ali ouvir: "Independência ou morte!". Depois disso, foi só pagar a Portugal uma certa furtuna e pronto, ficamos livres. Mas livres de quem, e por quanto tempo?
Depois de 7 de Setembro de 1821, ao invés de liberdade, fizemos aumentar ainda mais a nossa dependência para com outros países. Ao invés de dedicarmos nossas forças na reconstrução da nossa nação, marcada a ferro pela escravidão, pela injustiça e pelo descaso, conseguimos aumentar as desigualdades sociais, concentramos o nosso capital nas mãos de grandes burgueses poderosos, firmamos ainda mais o sistema de corrupção política na eterna política do "café-com-leite", e nos esquecemos que a evolução de uma nação depende da qualidade de vida de todas as pessoas que nela vivem.
E voilá, 127 anos depois temos este país que nos enche de orgulho a cada vez que encontramos a nossa bandeira nos noticiários internacionais, divulgando os nossos escândalos de corrupção para que todo o mundo veja os monstros que criamos. Nos orgulhamos quando percebemos que temos tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, que nem percebemos quando 6 bilhões são desviados para contas quentíssimas na Suíça. Nos orgulhamos quando percebemos o quão capazes são os nossos políticos, que conseguem erguer obras públicas ao mesmo tempo em que desviam dinheiro delas, ainda assim sem perder o apoio do povo que clama cegamente pela sua reeleição.
Realmente, somos muito independentes... Independentes da democracia, da honestidade, do caráter e da participação pública. Somos parcialmente independentes do nosso próprio capital, já que tantas empresas estatais passam em um piscar de olhos pras mãos do capital privado.
E assim vamos alimentando esse esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de monopólio partidário, de prioridade às empresas de grande porte. E assim vai seguindo o nosso país independente. E assim vamos nos acostumando a encontrar crianças de rua nos pontos de ônibus, vamos nos acostumando com as favelas que crescem e sufocam os bairros, nos acostumamos com a má estrutura das nossas cidades, com as nossa florestas sendo compradas pelos estrangeiros, com os carros milionários que passeiam nas ruas ao lado de carrinhos de lixo.
E assim nos acostumamos a todo dia 7 de Setembro sair nas ruas e balançar a bandeirinha do Brasil... Sem nos lembrar da vergonha que sentimos nos outros 364 dias.
A independência do Brasil está sendo feita a cada dia por cada um de nós, quando nos cansamos da nossa política suja e nos dispomos a batalhar pela reforma do nosso sistema, que há décadas permanece desfalecido.
A independência do Brasil depende da nossa mobilização, depende de nós, porque nós cidadãos devemos assumir a nossa responsabilidade para com a nossa nação.Por isso, convidamos você para lutar pela moralização da política ao nosso lado.
Você está disposto a proclamar a nossa verdadeira Independência?
Alässe
Ao Movimento Voz no Congresso.
(http://www.voznocongresso.blogspot.br/)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
4o. Motivo da rosa
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Menina Paródia
por Alässe
E agora Maria?
José já se foi
O povo sumiu
A guerra ecoou
E fervor não há mais
E agora mulher?
A dor ainda grita
A criança ainda chora
E a névoa lá fora
Quer queimar quem ousar
E agora menina?
Que ninguém vai te ouvir
Nem que você grite
Nem que você gema
Nem que você chore
Pois o som já não importa!
A revolta adormece
A poeira adensa
E agora, Maria,
O céu só quer chorar.
E agora Maria?
José já se foi
O povo sumiu
A guerra ecoou
E fervor não há mais
E agora mulher?
A dor ainda grita
A criança ainda chora
E a névoa lá fora
Quer queimar quem ousar
E agora menina?
Que ninguém vai te ouvir
Nem que você grite
Nem que você gema
Nem que você chore
Pois o som já não importa!
A revolta adormece
A poeira adensa
E agora, Maria,
O céu só quer chorar.
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